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Somos uma escola diferente
1- Na Missão
As escolas montessorianas têm como
meta o desenvolvimento das habilidades
e talentos de cada aluno, procurando
dar sentido prático à aprendizagem
para possibilitar melhor integração do
aluno/indivíduo à sociedade. A
metodologia montessoriana procura
desenvolver a inteligência através de
processos operativos e autoconstrutivos.
2 - No Sentido de Apredizagem
Para nós, o verdadeiro aprender estruturar-se no tripé:
A família, que conhece bem a proposta
curricular de nossas escolas, pode favorecer a integração da criança no
ambiente social e avaliar, com a escola,
tudo o que o aluno aplica em seu dia a dia e
a segurança com que resolve suas
situações-problema. |
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3- Na organização das turmas
O agrupamento, ou junção de alunos de 2
a 3 faixas etárias diversas, sempre foi
visto como uma proposta ousada de Maria 1
Montessori. Hoje, este conceito é
completamente aceito no meio acadêmico,
na lei e nas mais variadas propostas
pedagógicas, as quais, enfim, se apercebeberam
da artificialidade do trabalho
seriado.
Em nenhum outro espaço da vida, indivíduos são limitados a relacionarem-se
estritamente com outros indivíduos de sua
mesma faixa etária, como nas escolas
tradicionais.
Uma criança maior tem muito prazer de
ensinar à menor o que já sabe e vice-versa.
É aí que o verdadeiro conhecimento se
constrói.
4- Estrutura dos espaços
Apresenta-se de duas maneiras diferentes:
_Salas-ambientes especializadas (de 2 a 8
anos);
_Laboratórios do Conhecimento (de 9 anos
em diante);
_
Oficinas para o Trabalho + Empreendedorismo (de 8 anos em diante)
Cada sala ou agrupamento montessoriano
procura, primeiro, expressar o ambiente
acolhedor de uma casa, com tudo no seu
lugar e acessível ao aluno, facilitando a sua
independência e a aquisição de responsabilidades
cada vez mais complexas.
Como o ambiente de sala deve ser uma
representação do mundo ou um microcosmo
social, os materiais contemplam as
áreas da: linguagem, matemática, história, geografia, ciências, geometria, artes
plásticas, música, psicomotricidade e
outras afins. |
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5- No material didático
As escolas montessorianas possuem um
“enxoval” ou aparato de materiais especializados, que, em sua formas tri ou bidimensionais,
expressam todos os conceitos
que o aluno precisa absorver com sua
mente e suas percepções naquele ano
escolar.
Os materiais, em geral, servem a 2/3 faixas
etárias, sendo que alguns são usados em
etapas posteriores, representando conceitos mais abstratos, como por exemplo, os
algébricos.
O uso dos materiais é complementado por
atividades dinâmicas e criativas de escrita,
leitura, pesquisa, artes, informática, além
de atividades práticas que possibilitam a
aplicação dos conceitos adquiridos. Os
materiais concretos são considerados
como o “professor que permite livre
acesso, livre opção, uso consciente, com
auto correção”. (Maria Montessori)
6- No corpo docente
Os professores são orientadores de aprendizagem,
através do processo de autoconstrução,
levando “seus alunos ao
aprendizado significativo, isto é, dan-
do sentido ao conh ecimento aplicado na
vida real, onde, hoje, os valo res são tran-
sitórios, num mundo onde tudo acontece
velozmente, virtual e coloridamente.”
(Encarte Educação - Veja/SP)
O professor é o grande incentivador das
descobertas, da conquista da auto-estima e
do prazer do aprender. Ele é o arquiteto do
construir-se. |
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7- No processo de inclusão
Algumas escolas montessorianas, por sua
missão, propõem-se ao desafio de trabalhar
na construção de uma sociedade inclusiva, abrindo seu espaço para o atendimento
a alunos com necessidades educacionais
especiais, em número à nossa
possibilidade de realizar um bom trabalho,
em que diferenças são bem vindas e
enriquecedoras, sempre no sentido de refletir
a sociedade na qual nos inserimos,
transformando-nos e transformando-a.
8- Avaliação
A avaliação é vista como processo diário,
alimentando nossa prática pedagógica. É
através dela que podemos rever propostas,
ajustar interesses e esclarecer dúvidas.
Nosso aluno aprende que a auto avaliação e a avaliação em grupo são importantes, pois criam espaço de fala,
reflexão e escuta, momentos de verdadeiro
aprendizado, para todos.
A família, bimestralmente, participa do
processo avaliatório da produção de seu
filho, mas preocupando-se também do
como ele é em casa, o que produz e a forma
como expressa seu conhecimento e os
valores de sua comunidade.
É importante que o aluno sinta que sempre
será avaliado, mas que o importante é
como ele se avalia e como sua família o
percebe. |
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9- Na interação com a família
O acolhimento das famílias nas escolas
montessorianas é parte de sua missão
educativa, pois os pais, a escola e a
sociedade são, realmente, os respon-
sáveis diretos pela vida educacional de
cada aluno. As equipes, por missão e ideal,
são muito fraternas e conciliadoras.
Deseja-se que o adulto, quer pro fessor,
quer pais de alunos, quer direção, todos
vivam um relação aberta, franca e
promissora de integração.
10- Conclusão
As escolas montessorianas e suas equipes
consideram que fazem um trabalho muito
especial, não diretivo, integrado não só às
atuais leis brasileiras, mas aos desejos de
transformação de uma sociedade nada
humanista, que precisa formar cidadãos
conscientes, críticos, saudáveis emocionalmente,
podendo competir nos “ vestibulares”
da vida, sem mecanismos e com
competência.
Talita de Almeida
Educador Montessori Internacional |
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