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Filosifia e Práxis da ABEM
Para Maria Montessori, a educação é, acima de tudo, um caminho interrupto, natural, harmonioso e progressivo, que leva a um viver-e-servir mais consciente e mais pleno.
Sua intenção finalizante vai além da mera aquisição de conhecimentos para situar-se na perspectiva de uma autêntica libertação integral da pessoa humana.
Em todas as suas dimensões, em todas as suas circustâncias.
No tempo e no espaço.
Libertação e integral. Individual e coletiva.
Como se disesse: educa-te não só para douto, mas também e sobretudo para seres melhor.
Não só para acumulares a ciência, mas também e sobretudo para possuíres a sabedoria.
Não só para aprenderes a filosifia, mas também e sobretudo para saberes filosofar.
Não só para poderes desencadear o desequilíbrio dos átomos das matérias, mas também e sobretudo para conseguirdes o equilibiro do teu seu interior.
Não só para que pareças um brasileiro desenvolvido, mas também e sobretudo para te tornares um cidadão digno do Brasil e do mundo.
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Não só para dominares a técnica, mas também e sobretudo para descobrires a Ternura.
Não só para seres livre, mas também e sobretudo para libertares à tua volta.
Já que ninguém pode dizer-se realmente livre, se os outros também não os forem.
Esta, a educação que propomos.
A educação integral que queremos para nós e nossos alunos.
De inspiração genuínamente montessori, esta educação integral adquire, em nossa visão pedagógica, balizamentos sempre novos e fecundos e por isso mesmo, sempre cada vez mais e mais criativos porque se alternam em dois níveis que se completam:
- um nível de realidades concretas subjetivas, que é o vasto mundo interior da criança...
mundo misterioso, plástico e macio da criança em formação;
- o outro, nível das realidades concretas e objetivas, que é o próprio mundo exterior a
que ela se destina, e que a envolverá e condicionará, também misteriosamante, com a
rigídez áspera de suas estruturas já prontas.
Na serena lucidez da visão humana-e-científica sobre esses dois mundos e na competência da preparação adequada para eles é que reside o segredo do nosso trabalho.
A excelência da nossa contribuição. A torça da nossa esperança!
Por isso, e para isso, somos radicais... Radicais, não no sentido estático que a palavra encerra na linguagem corrente, e sim no sentido etimológico do vocábulo latino “radix” que significa a “raiz”.
Sim a nossa educação pretende ir – e vai mesmo – até as raízes naturais da criança. Da criança e do seu mundo latente. E, a partir daí, até às do mundo adulto da chamada gente grande.
Não somos nem utópicos nem armagurados.
Somos realistas.
Acreditamos nos valores perenes da Pessoa. Num certo Status Humanos que a sociedade moderna vem esquecendo. Esses valores se fulcram nas raízes do homem e da vida. Mas um homem feito à imagem e semelhança de Deus. De uma vida que transcede à própria vida.
Somos pela alegria. Pelo progresso. Pela liberdade. Pela justiça. Pelo amor. Pela corresponsabilidade social. Pela transformação do universo em casa mais próspera, mais digna e mais humana para todos os homens.
Sabemos que a máquina pode transformar o mundo. Mas porque também sabemos que só o homem pode transformar o homem é que estamos aqui, defendendo a Criança, na sua essência, no seu conteúdo afetivo e conigtivo, nas suas perspectivas de futuro. |